1A decisão principal
O corte de fundo: o que fica do Mini Canva e o que é aposentado.
Manter o Mini Canva e aposentar só o "calculador de quadros"
- Hoje
- Um programa decide sozinho o tamanho e o lugar de cada desenho dentro dos 6 quadros — e refaz essa conta a cada mudança.
- Muda para
- Arrastar, trocar figura, escrever e desfazer continuam iguais. Esse calculador deixa de existir no formato novo.
"Quadro" vira só o nome da seção, sem moldura
- Hoje
- O quadro é uma caixa que aprisiona: define onde o desenho pode estar e que tamanho pode ter.
- Muda para
- Continua existindo "a parte 1, a parte 2" (a câmera precisa saber disso), mas sem nenhuma caixa mandando no desenho.
Os três formatos convivendo
- Hoje
- Existe o clássico (6 quadros) e o plano (História/Tecnologia).
- Muda para
- Entra o formato novo como terceiro. Os episódios 1 a 16, já prontos, ficam congelados e não mudam nem um pixel.
2Como o mural se monta sozinho da primeira vez
O ponto mais importante: quem manda na posição dos desenhos.
Monta uma vez e nunca mais mexe
- Hoje
- O programa fica remontando o painel toda vez que algo muda — e é aí que ele estraga o seu trabalho.
- Muda para
- Ele espalha os desenhos pela linha uma vez só, na ordem da narração, e para. Depois disso nada se move sozinho, nunca.
Onde o desenho está é a verdade final
- Hoje
- O sistema guarda uma "fórmula" de tamanho e recalcula o lugar a partir dela — por isso a sua mão é sobrescrita.
- Muda para
- Ele guarda a posição de fato, como uma foto. Se você arrastou pra lá, é lá. Ponto.
Um único endereço por desenho
- Risco
- Guardar duas informações de lugar ("está no meio da linha" + "está nesta posição") cria a dúvida "qual das duas manda?" — e é exatamente esse tipo de dúvida que gera o bug.
- Decisão
- Guardar só a posição. Se precisar saber onde ele está na linha, o sistema calcula na hora.
As 2 faixas são só um traço de referência
- Risco
- Se a faixa virar uma área com fronteira de verdade, amanhã ela vira trava, depois vira aviso de "fora da faixa" — e recriamos o quadro com outro nome.
- Decisão
- Faixa é só uma linha pontilhada pra te orientar. Não prende nada.
Manter desenho grande, médio e pequeno
- Cuidado
- Parte da beleza atual vem dessa variação de tamanho. Se apagar tudo, o mural fica monótono.
- Decisão
- Guardar essa parte: é só uma tabelinha de 3 tamanhos, não tem nada a ver com o calculador problemático.
Quando um trecho da narração tem 2 desenhos
- Hoje
- O sistema assume "1 trecho = 1 desenho", mas na prática tem trecho com dois, e trecho sem nenhum.
- Muda para
- Marcar qual vem primeiro, pra fila não embaralhar na hora de montar.
As frases escritas entram na fila também
- Cuidado
- Quem impedia a frase de cair em cima de um desenho era justamente o quadro. Sem quadro, as frases ficam soltas.
- Decisão
- A frase vira um item da fila igual a um desenho, com lugar próprio. Resolver isso já no teste, não depois.
3A linha serpenteante
Quem decide o formato da curva e como você a ajusta.
Um formato padrão de linha, sempre igual
- Risco
- Se o sistema decidir sozinho quantas curvas fazer (por causa de episódio com mais ou menos desenhos), acabamos de criar outro calculador automático.
- Decisão
- Um desenho padrão de linha: 2 faixas, 2 idas e voltas. Simples e previsível.
Você arrasta a linha com o mouse
- Muda para
- A curva tem pontos que você pega e puxa, mudando o caminho como quiser — igual a mover um desenho.
Mexer na linha NÃO bagunça os desenhos
- Risco
- Se mexer na curva reposicionasse tudo automaticamente, voltaríamos ao "mexo em 1 e tudo muda".
- Decisão
- São dois botões separados: um só ajusta a linha; o outro é "remontar" — e antes de aplicar ele te mostra o que vai mudar, pra você aceitar ou recusar.
4A câmera do vídeo
Hoje ela mira o quadro. Sem quadros, ela precisa de um novo alvo.
A câmera passa a mirar grupinhos de desenhos
- Hoje
- Ela enquadra o retângulo do quadro, que some no formato novo.
- Muda para
- Ela enquadra um grupo de 2 a 4 desenhos por vez — como cenas. Fica com respiro, em vez de deslizar sem parar (o que cansa a vista).
Enquadramento que você ajustar fica travado
- Muda para
- Não gostou de como a câmera pegou um trecho? Você corrige — e o automático nunca mais mexe naquele.
Aproveitar a câmera que já funciona
- Muda para
- Velocidade, tempo parado em cada cena, revisitas e suavidade continuam exatamente iguais. Só troca de onde ela tira o alvo.
Conferir se o desenho aparece na HORA certa
- Cuidado
- Não basta o desenho estar dentro de alguma cena — ele tem que estar visível no momento em que a narração fala dele.
- Decisão
- Uma checagem automática de "apareceu no lugar certo E na hora certa".
Se ficar alguém de fora, a câmera abre mais
- Decisão
- Quando faltar cobrir um desenho, o conserto é abrir mais a câmera — nunca mover a sua arte de lugar.
Terminar mostrando o mural inteiro
- Muda para
- No fim, a câmera abre e mostra tudo que foi desenhado. Na linha serpenteante isso fica mais bonito que na grade — e não custa trabalho nenhum.
5Quando dois desenhos se encostam
O que é erro pra consertar e o que é escolha sua pra respeitar.
Na montagem automática, afasta só um pouquinho
- Muda para
- Se dois se encostarem na montagem inicial, ele tenta 3 ajustes pequenos, nesta ordem: sai de lado → anda um pouco na linha → encolhe de leve. Nada de reorganizar o mural todo.
Se VOCÊ encostou, fica como você deixou
- Hoje
- O sistema "conserta" a sobreposição afastando os desenhos — mesmo quando você os encostou de propósito.
- Muda para
- Num mural de colagem, encostar é legítimo. Ele avisa, mas não desfaz.
Botão "desencostar" quando VOCÊ quiser
- Muda para
- O conserto continua existindo — só que é você quem aperta, num clique, quando achar que ficou ruim.
Fora de ordem = só um aviso
- Decisão
- Se você puxar um desenho pra perto do título e ele ficar "fora da sequência", isso é escolha sua. O sistema sinaliza e não mexe.
6Por onde começar
A ordem do trabalho — do mais barato de provar ao piloto de verdade.
1º passo: eu refaço o ep016 copiando o seu rabisco, na mão
- Por quê
- Seu desenho já é o resultado esperado — é o gabarito de graça.
- O que é
- Monto o ep016 no formato novo à mão (sem programar nada) e te mostro a imagem. Em ~1 dia você vê se a ideia fica bonita de verdade. Se não ficar, descobrimos barato — antes da parte cara.
Antes de tudo: proteger suas edições de sumirem
- Hoje
- Suas travas moram no mesmo arquivo que o sistema regenera. Foi assim que 12 delas sumiram hoje quando restaurei um backup — a causa do bug voltar.
- Muda para
- Um caderninho separado que guarda tudo que você editou. Backup restaurado não apaga mais nada. As duas IAs disseram: isso vem primeiro, senão o formato novo nasce com a mesma doença.
Tirar uma "impressão digital" dos episódios prontos
- Por quê
- Vamos mexer em código que os episódios 1 a 16 também usam.
- Decisão
- Guardar a marca de como eles estão hoje. Se algum mudar 1 pixel, um teste acusa na hora.
Achar onde o código ainda depende dos quadros
- Por quê
- Se sobrar alguma dependência escondida, ela quebra no meio do trabalho.
- Decisão
- Uma varredura antes de começar a programar.
Fazer o fundo novo (papiro sem molduras)
- Cuidado
- O fundo atual é desenhado assumindo 6 retângulos. Ninguém tinha contado esse trabalho.
- Decisão
- Um fundo próprio: papiro + os títulos das seções + a linha-guia discreta.
Testar de verdade no ep017
- Por quê
- O ep017 é justamente o que hoje não fecha no formato de quadros (o P1 sufoca).
- Decisão
- Se funcionar nele, funciona em qualquer um.
7Travas pra não virar bagunça de novo
O que impede o formato novo de adoecer igual ao antigo daqui a uns meses.
Proibir "só mais uma regrinha"
- Risco
- O maior perigo, segundo o Fable: cada ajustezinho automático que a gente adicionar ("equilibra aqui", "afasta da borda ali") reconstrói o calculador problemático em 6 meses.
- Decisão
- Uma regra escrita e fixa: monta uma vez, nada se recalcula, nada se move depois. Qualquer pedido de automatismo novo é recusado.
Carimbar a "versão" de cada episódio
- Por quê
- Daqui a um ano o sistema vai ter evoluído — e não pode reinterpretar um episódio antigo e estragá-lo.
- Decisão
- Cada episódio guarda em que versão foi feito.
Aceitar que uns ficam mais cheios que outros
- Consequência
- Episódio com 40 desenhos fica mais apertado; com 15, mais arejado.
- Decisão
- Aceitar isso. Tentar "equilibrar" automaticamente é o caminho de volta pro problema.
Ouvir o Gemini quando a cota voltar
- Nota
- O Gemini não respondeu (limite de uso), então a decisão saiu de 2 IAs em vez de 3.
- Opção
- Rodar a terceira opinião antes de fechar a arquitetura.